{"id":2547,"date":"2024-06-22T22:18:00","date_gmt":"2024-06-22T22:18:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistavalorenegocios.com\/?p=2547"},"modified":"2024-06-26T03:35:25","modified_gmt":"2024-06-26T03:35:25","slug":"total-de-sindicalizados-em-2023-alcanca-menor-patamar-desde-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistavalorenegocios.com\/?p=2547","title":{"rendered":"Total de sindicalizados em 2023 alcan\u00e7a menor patamar desde 2012"},"content":{"rendered":"\n<p>O total de sindicalizados no Brasil registrou, em 2023, o menor patamar desde 2012. \u00c9 o que aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD) Cont\u00ednua &#8211; Caracter\u00edsticas Adicionais do Mercado de Trabalho 2023. O levantamento, divulgado nesta sexta-feira (21), no Rio de Janeiro, indica que 8,4 milh\u00f5es de trabalhadores tinham filia\u00e7\u00e3o a alguma entidade sindical no \u00faltimo ano.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira edi\u00e7\u00e3o do estudo que apurou esses dados ocorreu em 2012. O n\u00famero de 2023 indica, portanto, o menor contingente de sindicalizados registrado pelo IBGE em um ano. Em compara\u00e7\u00e3o com 2022, houve uma queda de 7,8%, o que representa 713 mil filiados a menos. Essa redu\u00e7\u00e3o atinge todos os segmentos da ocupa\u00e7\u00e3o, sejam p\u00fablicos ou privados.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro levantamento &#8211; realizado em 2012 &#8211; constatou 14,4 milh\u00f5es de trabalhadores sindicalizados. Na \u00e9poca, eles representavam 16,1% do total de pessoas ocupadas. Os dados de 2023 indicam que, ao longo de uma d\u00e9cada, a sindicaliza\u00e7\u00e3o perdeu quase metade de sua for\u00e7a entre os trabalhadores. No ano passado, apenas 8,4% das pessoas ocupadas possu\u00edam filia\u00e7\u00e3o sindical.<\/p>\n\n\n\n<p>Em toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica apurada pelo IBGE, apenas em dois anos houve alta na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior: em 2013 e em 2015. Desde 2016, portanto, a sindicaliza\u00e7\u00e3o enfrenta sucessivas quedas. Esse cen\u00e1rio ocorre mesmo com a recupera\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho nos \u00faltimos anos, ap\u00f3s um per\u00edodo de retra\u00e7\u00e3o. Em 2023, a popula\u00e7\u00e3o ocupada somou 100,7 milh\u00f5es, o maior patamar desde 2012.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Reforma trabalhista<\/h2>\n\n\n\n<p>Pesquisadores do IBGE envolvidos no levantamento consideram que a implementa\u00e7\u00e3o da \u00faltima reforma trabalhista &#8211; atrav\u00e9s da Lei Federal 13.467\/2017 &#8211; pode ter influ\u00eancia sobre a queda do n\u00famero de associados aos sindicatos, tendo em vista que a contribui\u00e7\u00e3o sindical se tornou facultativa e houve uma intensifica\u00e7\u00e3o de contratos mais flex\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo eles, a an\u00e1lise dos dados deve levar em conta mudan\u00e7as na forma de inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, que envolve alternativas de ocupa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o passam pela carteira assinada e tamb\u00e9m o aumento da informalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Um crescimento de contratos tempor\u00e1rios tem sido registrado, por exemplo, em \u00e1reas como administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade humana e servi\u00e7os sociais. Tamb\u00e9m chamam aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores que atividades que tradicionalmente registram maior associa\u00e7\u00e3o sindical, como a ind\u00fastria, v\u00eam retraindo sua participa\u00e7\u00e3o total no conjunto de trabalhadores.<\/p>\n\n\n\n<p>As maiores taxas de sindicaliza\u00e7\u00e3o em 2023 foram registradas entre empregados no setor p\u00fablico: 18,3% do total estavam vinculados a alguma entidade. Mesmo entre esses trabalhadores, no entanto, houve queda: eram 19,9% em 2022 e 28,1% no in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica em 2012. J\u00e1 as menores coberturas sindicais estavam entre os empregados no setor privado sem carteira assinada (3,7%) e os trabalhadores dom\u00e9sticos (2,0%).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Atividades<\/h2>\n\n\n\n<p>No recorte por atividades, o grupamento de transporte, armazenagem e correio foi o setor que registrou a maior queda na taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o na compara\u00e7\u00e3o entre 2012 e 2023. A redu\u00e7\u00e3o foi de 12,9 pontos percentuais, saindo de 20,7% para 7,8%. Uma hip\u00f3tese levantada pelos pesquisadores do IBGE \u00e9 de que o surgimento dos motoristas por aplicativos tenha contribu\u00eddo para elevar a informalidade na atividade de transporte, impactando na sindicaliza\u00e7\u00e3o desse grupamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sequ\u00eancia, aparece a ind\u00fastria geral: os sindicalizados, que eram 21,3% do total de trabalhadores, passaram a ser 10,3%. Uma queda de 11 pontos percentuais. O terceiro maior recuo foi anotado no grupamento de administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, defesa, seguridade social, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade humana e servi\u00e7os sociais. A propor\u00e7\u00e3o de associados aos sindicatos caiu de 24,5% para 14,4%. S\u00e3o 10,1 pontos percentuais a menos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro grupamento que tamb\u00e9m acusou queda significativa entre 2012 e 2023 \u00e9 o de agricultura, pecu\u00e1ria, produ\u00e7\u00e3o florestal, pesca e aquicultura. S\u00e3o atividades que historicamente registram grande participa\u00e7\u00e3o dos sindicatos de trabalhadores rurais. Ao longo do per\u00edodo, a propor\u00e7\u00e3o de sindicalizados saiu de 22,8% para 15%.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores observam que as taxas de sindicaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e3o associadas necessariamente ao tamanho da popula\u00e7\u00e3o ocupada. Segundo eles, deve-se observar a forma de atua\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, bem como as rela\u00e7\u00f5es trabalhistas mais comuns em cada setor. Um exemplo \u00e9 o com\u00e9rcio. Embora re\u00fana 18,9% das pessoas ocupadas no pa\u00eds, \u00e9 um setor sem tradi\u00e7\u00e3o de sindicaliza\u00e7\u00e3o. Os dados de 2023 mostram que apenas 5,1% desse contingente est\u00e1 associado a algum sindicato.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">G\u00eanero e regi\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>O levantamento tamb\u00e9m apresentou um recorte de g\u00eanero. No pa\u00eds, 8,5% dos homens ocupados possuem filia\u00e7\u00e3o sindical. Entre as mulheres, a propor\u00e7\u00e3o \u00e9 de 8,2%. Em duas regi\u00f5es, contrariando a tend\u00eancia nacional, a taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o em 2023 foi maior entre a popula\u00e7\u00e3o ocupada feminina.<\/p>\n\n\n\n<p>No Nordeste, 10,1% delas encontram-se vinculadas a algum sindicato, contra 9,1% entre os trabalhadores do sexo masculino. No Sul, a taxa \u00e9 de 9,5% entre as mulheres e de 9,3% entre os homens.<\/p>\n\n\n\n<p>Tradicionalmente, as duas regi\u00f5es s\u00e3o tamb\u00e9m as que registram os maiores percentuais totais de sindicaliza\u00e7\u00e3o. No Nordeste, 9,5% da popula\u00e7\u00e3o ocupada tinha v\u00ednculo como alguma entidade em 2023. No Sul, a taxa era de 9,4%. No entanto, na compara\u00e7\u00e3o com 2022, elas tiveram os maiores recuos entre todas as regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O total de sindicalizados no Brasil registrou, em 2023, o menor patamar desde 2012. \u00c9 o que aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD) Cont\u00ednua &#8211; Caracter\u00edsticas Adicionais do Mercado de Trabalho 2023. 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