{"id":4587,"date":"2025-02-17T19:23:00","date_gmt":"2025-02-17T19:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistavalorenegocios.com\/?p=4587"},"modified":"2025-02-18T04:24:48","modified_gmt":"2025-02-18T04:24:48","slug":"inflacao-entre-4-e-5-e-relativamente-normal-diz-haddad","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistavalorenegocios.com\/?p=4587","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o entre 4% e 5% \u00e9 relativamente normal, diz Haddad"},"content":{"rendered":"\n<p>O atual n\u00edvel de infla\u00e7\u00e3o do Brasil est\u00e1 relativamente dentro da normalidade para o Plano Real, disse nesta segunda-feira (17) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em confer\u00eancia do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) na Ar\u00e1bia Saudita, o ministro avaliou que o Brasil deixou para tr\u00e1s o per\u00edodo em que a infla\u00e7\u00e3o estava em torno de dois d\u00edgitos.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1630719&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1630719&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Brasil tem feito um trabalho, tentando encontrar um caminho de equil\u00edbrio e sustentabilidade, mesmo em fase de um ajuste importante. O Brasil deixou uma infla\u00e7\u00e3o de dois d\u00edgitos h\u00e1 tr\u00eas anos. Hoje, temos uma infla\u00e7\u00e3o em torno de 4% a 5%, que \u00e9 uma infla\u00e7\u00e3o relativamente normal para o Brasil desde o Plano Real, h\u00e1 26 anos\u201d, declarou o ministro no painel \u201cUm caminho para a resili\u00eancia dos mercados emergentes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de estar em um d\u00edgito, a infla\u00e7\u00e3o estourou o teto da meta em 2024 e deve fazer o mesmo neste ano, de acordo com o mercado financeiro. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC) com institui\u00e7\u00f5es financeiras, a infla\u00e7\u00e3o oficial pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA)\u00a0deve encerrar 2025\u00a0em 5,6%, mais de um ponto percentual acima do teto da meta, de 4,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, o IPCA ficou em 4,83%, tamb\u00e9m acima do teto de 4,5%. Com base na legisla\u00e7\u00e3o, o BC enviou uma carta em que\u00a0justificou o estouro da meta\u00a0com base na alta do d\u00f3lar, problemas clim\u00e1ticos e aquecimento da economia.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo sistema de metas cont\u00ednuas de infla\u00e7\u00e3o, a cada seis meses, o BC\u00a0ter\u00e1 de enviar uma carta\u00a0caso a infla\u00e7\u00e3o em 12 meses supere a meta de 3%, com margem de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto para cima ou para baixo.<\/p>\n\n\n\n<p>No encontro do FMI, que ocorre na cidade saudita de Al-Ula, Haddad reafirmou as justificativas da carta do BC. O ministro atribuiu o repique inflacion\u00e1rio \u00e0 alta do d\u00f3lar em todo o planeta no segundo semestre do ano passado, per\u00edodo marcado pelas elei\u00e7\u00f5es presidenciais norte-americanas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor volta de 12 a 30 anos, a infla\u00e7\u00e3o se manteve abaixo dos 5%, o que acontece neste momento. Com o fortalecimento do d\u00f3lar pelo mundo, acabou fazendo com que n\u00f3s tiv\u00e9ssemos um repique inflacion\u00e1rio no segundo semestre do ano passado; por isso, o Banco Central teve de intervir [com altas de juros] para garantir que a infla\u00e7\u00e3o fosse controlada\u201d, justificou Haddad.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">C\u00e2mbio<\/h2>\n\n\n\n<p>Com a valoriza\u00e7\u00e3o do real nas \u00faltimas semanas, afirmou o ministro, os pre\u00e7os devem se estabilizar. \u201cO aumento das taxas ser\u00e1 no curto prazo. O d\u00f3lar voltou a um n\u00edvel adequado e caiu 10% nos \u00faltimos 60 dias. Eu acho que isso vai fazer com que a infla\u00e7\u00e3o se estabilize\u201d, destacou.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente em 13,25% ao ano, a Taxa Selic dever\u00e1 subir para 14,25% na reuni\u00e3o de mar\u00e7o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central, como\u00a0informou a pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o\u00a0financeira no in\u00edcio do m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">G20<\/h2>\n\n\n\n<p>Haddad destacou a reforma tribut\u00e1ria sobre o consumo, regulamentada no fim do ano passado e que dever\u00e1 gerar crescimento econ\u00f4mico nos pr\u00f3ximos anos. Segundo o ministro, o Brasil trabalha para ter equil\u00edbrio e sustentabilidade, mesmo em meio a um ajuste fiscal importante e com fortes incertezas externas.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro relembrou a presid\u00eancia do Brasil no G20 (grupo das 19 maiores economias do planeta, mais Uni\u00e3o Europeia e Uni\u00e3o Africana). Segundo Haddad, o Brasil deixou um legado de busca pela reglobaliza\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel, capaz de conciliar interesses de mercado, combate \u00e0s desigualdades e transi\u00e7\u00e3o para fontes de energia limpas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mediadora do debate, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, defendeu a capacidade de as economias se adaptarem a choques globais, que aumentaram nos \u00faltimos anos com incidentes como a pandemia de Covid-19 e a intensifica\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Segundo ela, as economias emergentes devem pautar-se na \u201cresili\u00eancia\u201d, antecipando-se e absorvendo parte dos efeitos da geopol\u00edtica e das crises externas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O atual n\u00edvel de infla\u00e7\u00e3o do Brasil est\u00e1 relativamente dentro da normalidade para o Plano Real, disse nesta segunda-feira (17) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. 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