{"id":4918,"date":"2025-08-25T14:12:00","date_gmt":"2025-08-25T14:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistavalorenegocios.com\/?p=4918"},"modified":"2025-09-01T02:14:24","modified_gmt":"2025-09-01T02:14:24","slug":"mercado-financeiro-reduz-previsao-da-inflacao-para-486","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistavalorenegocios.com\/?p=4918","title":{"rendered":"Mercado financeiro reduz previs\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o para 4,86%"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>A previs\u00e3o do mercado financeiro para o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) &#8211; considerado a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds &#8211; passou de 4,95% para 4,86% este ano. \u00c9 a d\u00e9cima terceira redu\u00e7\u00e3o seguida na estimativa, publicada no Boletim Focus desta segunda-feira (25), em Bras\u00edlia.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1655660&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1655660&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa \u00e9 divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de institui\u00e7\u00f5es financeiras para os principais indicadores econ\u00f4micos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para 2026, a proje\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m caiu, de 4,4% para 4,33%. Para 2027 e 2028, as previs\u00f5es s\u00e3o de 3,97% e 3,8%, respectivamente.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Acima do teto<\/h2>\n\n\n\n<p>A estimativa para este ano est\u00e1 acima do teto da meta de infla\u00e7\u00e3o que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN), a meta \u00e9 de 3%, com intervalo de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior \u00e9 1,5% e o superior 4,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>Em julho, pressionada pela conta de energia mais cara, a infla\u00e7\u00e3o oficial divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) fechou em 0,26%, sendo o segundo m\u00eas seguido de queda nos pre\u00e7os dos alimentos, o que ajudou a segurar o \u00edndice. No acumulado em 12 meses, o IPCA alcan\u00e7ou 5,23%, acima do teto da meta de at\u00e9 4,5%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Juros b\u00e1sicos<\/h2>\n\n\n\n<p>Para alcan\u00e7ar a meta de infla\u00e7\u00e3o, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa b\u00e1sica de juros\u00a0 &#8211; a Selic &#8211; definida em 15% ao ano pelo Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do BC. O recuo da infla\u00e7\u00e3o e o in\u00edcio da desacelera\u00e7\u00e3o da economia fizeram o colegiado interromper o ciclo de aumento de juros na \u00faltima reuni\u00e3o, no m\u00eas passado, ap\u00f3s sete altas seguidas na Selic.<\/p>\n\n\n\n<p>Em comunicado, o Copom informou que a pol\u00edtica comercial dos Estados Unidos aumentou as incertezas em rela\u00e7\u00e3o aos pre\u00e7os. A autoridade monet\u00e1ria informou que, por enquanto, pretende manter os juros b\u00e1sicos, mas n\u00e3o descartou a possibilidade de voltar a elevar a Selic caso seja necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A estimativa dos analistas \u00e9 que a taxa b\u00e1sica encerre 2025 em 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa \u00e9 que a Selic caia para 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previs\u00e3o \u00e9 que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quando o Copom aumenta a taxa b\u00e1sica de juros, a finalidade \u00e9 conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos pre\u00e7os porque os juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a. Mas, al\u00e9m da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimpl\u00eancia, lucro e despesas administrativas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Assim, taxas mais altas tamb\u00e9m podem dificultar a expans\u00e3o da economia. Quando a taxa Selic \u00e9 reduzida a tend\u00eancia \u00e9 que o cr\u00e9dito fique mais barato, com incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e ao consumo, reduzindo o controle sobre a infla\u00e7\u00e3o e estimulando a atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">PIB e c\u00e2mbio<\/h2>\n\n\n\n<p>A estimativa das institui\u00e7\u00f5es financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 2,21% para 2,18% nesta edi\u00e7\u00e3o do Boletim Focus. Para 2026, a proje\u00e7\u00e3o para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) ficou em 1,86%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expans\u00e3o do PIB em 1,87% e 2%, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Puxada pela agropecu\u00e1ria no primeiro trimestre deste ano, a economia brasileira cresceu 1,4%.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expans\u00e3o desde 2021, quando o PIB alcan\u00e7ou 4,8%.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A previs\u00e3o da cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar est\u00e1 em R$ 5,59 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,64.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A previs\u00e3o do mercado financeiro para o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) &#8211; considerado a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds &#8211; passou de 4,95% para 4,86% este ano. \u00c9 a d\u00e9cima terceira redu\u00e7\u00e3o seguida na estimativa, publicada no Boletim Focus desta segunda-feira (25), em Bras\u00edlia. 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