{"id":5082,"date":"2025-12-29T23:29:00","date_gmt":"2025-12-29T23:29:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistavalorenegocios.com\/?p=5082"},"modified":"2025-12-30T02:31:11","modified_gmt":"2025-12-30T02:31:11","slug":"governo-central-registra-deficit-de-r-202-bilhoes-em-novembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistavalorenegocios.com\/?p=5082","title":{"rendered":"Governo Central registra d\u00e9ficit de R$ 20,2 bilh\u00f5es em novembro"},"content":{"rendered":"<p>As contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previd\u00eancia Social) apresentaram d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 20,2 bilh\u00f5es em novembro de 2025. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Tesouro Nacional.<\/p>\n<p>No mesmo m\u00eas de 2024, o resultado, em termos nominais, foi tamb\u00e9m deficit\u00e1rio, mas em menor volume (R$ 4,5 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>De acordo com o Tesouro, o resultado obtido em novembro do ano corrente ficou \u201cacima da mediana das expectativas\u201d da pesquisa Prisma Fiscal do Minist\u00e9rio da Fazenda, que indicava d\u00e9ficit de R$ 12,7 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cO resultado conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central foi superavit\u00e1rio em R$ 1,1 bilh\u00e3o, enquanto a Previd\u00eancia Social (RGPS) apresentou um d\u00e9ficit de R$ 21,3 bilh\u00f5es. Comparado a novembro de 2024, o resultado prim\u00e1rio decorreu da combina\u00e7\u00e3o de um decr\u00e9scimo real de 4,8% da receita l\u00edquida (-R$ 8,4 bilh\u00f5es) e de um crescimento de 4,0% das despesas totais (+R$ 7,1 bilh\u00f5es)\u201d, informou o Tesouro.<\/p>\n<p>Essa redu\u00e7\u00e3o real da receita l\u00edquida em novembro de 2025 foi obtida em boa parte, segundo o Tesouro, devido \u00e0 queda de 52,5% das receitas n\u00e3o administradas (-R$ 16,7 bilh\u00f5es), \u201cem raz\u00e3o da queda nos recebimentos de Dividendos e Participa\u00e7\u00f5es (-R$ 6,9 bilh\u00f5es), Concess\u00f5es e Permiss\u00f5es (-R$ 4,7 bilh\u00f5es) e Demais (-R$ 5,7 bilh\u00f5es)\u201d.<\/p>\n<p>Contribu\u00edram para o aumento real das despesas prim\u00e1rias:<\/p>\n<p>Despesas discricion\u00e1rias do Poder Executivo (+ R$ 3,9 bilh\u00f5es, sendo R$ 3,2 bilh\u00f5es apenas na \u00e1rea de sa\u00fade);<br \/>\nPagamentos de benef\u00edcios previdenci\u00e1rios (+ R$ 3 bilh\u00f5es, decorrente do aumento do n\u00famero de benefici\u00e1rios e pelos reajustes reais do sal\u00e1rio m\u00ednimo).<br \/>\nContribu\u00edram para mitigar o crescimento das despesas prim\u00e1rias:<\/p>\n<p>Rubricas obrigat\u00f3rias com controle de fluxo (- R$ 2,2 bilh\u00f5es, dos quais R$ 2 bilh\u00f5es relativos ao Programa Bolsa Fam\u00edlia);<br \/>\nCr\u00e9ditos Extraordin\u00e1rios (- R$ 1,6 bilh\u00e3o), em raz\u00e3o da aus\u00eancia, em 2025, de pagamentos associados \u00e0s a\u00e7\u00f5es de enfrentamento \u00e0 calamidade no Rio Grande do Sul realizadas em novembro de 2024.<br \/>\nO desempenho no caso da arrecada\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria l\u00edquida foi sustentado pela evolu\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel do mercado de trabalho e pelo aumento dos recolhimentos do Simples Nacional previdenci\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u201cO aumento real nas despesas prim\u00e1rias observado no m\u00eas de novembro de 2025 concentrou-se nas despesas Discricion\u00e1rias do Poder Executivo (+R$ 3,9 bilh\u00f5es), majoritariamente em a\u00e7\u00f5es da fun\u00e7\u00e3o Sa\u00fade (+R$ 3,2 bilh\u00f5es), e nos pagamentos de Benef\u00edcios Previdenci\u00e1rios (+R$ 3,0 bilh\u00f5es), explicado pelo aumento do n\u00famero de benefici\u00e1rios e pelos reajustes reais do sal\u00e1rio m\u00ednimo\u201d, detalhou o Tesouro.<\/p>\n<p>O d\u00e9ficit prim\u00e1rio do Governo Central no acumulado do ano (at\u00e9 o m\u00eas de novembro) ficou em R$ 83,8 bilh\u00f5es. No mesmo per\u00edodo de 2024, o d\u00e9ficit, em termos nominais, somou R$ 67 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Este resultado decorre de um super\u00e1vit de R$ 244,5 bilh\u00f5es do Tesouro Nacional e do Banco Central e do d\u00e9ficit de R$ 328,3 bilh\u00f5es na Previd\u00eancia Social (RGPS). \u201cEm termos reais, a receita l\u00edquida cresceu 2,9% (+R$ 60,2 bilh\u00f5es), enquanto a despesa avan\u00e7ou 3,4% (+R$ 71,9 bilh\u00f5es)\u201d, explicou o Tesouro.<\/p>\n<p>J\u00e1 a expans\u00e3o real da receita l\u00edquida acumulada at\u00e9 novembro se deve aos aumentos reais de 4,5% das receitas administradas pela Receita (+ R$ 72,8 bilh\u00f5es) e de 5,4% da arrecada\u00e7\u00e3o l\u00edquida para o RGPS (+ R$ 31,7 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s receitas administradas, destacaram-se:<\/p>\n<p>Imposto sobre a Renda (+ R$ 37,3 bilh\u00f5es);<br \/>\nImposto sobre opera\u00e7\u00f5es financeiras (+ R$ 13,4 bilh\u00f5es);<br \/>\nImposto de Importa\u00e7\u00e3o (+ R$ 9,4 bilh\u00f5es);<br \/>\nOutras receitas administradas (+ R$ 12,9 bilh\u00f5es).<br \/>\nAs receitas n\u00e3o administradas acumularam decr\u00e9scimo real de 6,9% (-R$ 21,6 bilh\u00f5es). O resultado se deve a fatores como:<\/p>\n<p>Redu\u00e7\u00e3o em dividendos e participa\u00e7\u00f5es (- R$ 12,3 bilh\u00f5es);<br \/>\nQueda de R$ 11,6 bilh\u00f5es nas demais receitas;<br \/>\nRedu\u00e7\u00e3o em concess\u00f5es;<br \/>\nPermiss\u00f5es (- R$ 3,7 bilh\u00f5es);<br \/>\nCrescimento das receitas de explora\u00e7\u00e3o de recursos naturais (+ R$ 6,9 bilh\u00f5es).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previd\u00eancia Social) apresentaram d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 20,2 bilh\u00f5es em novembro de 2025. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Tesouro Nacional. No mesmo m\u00eas de 2024, o resultado, em termos nominais, foi tamb\u00e9m deficit\u00e1rio, mas em menor volume (R$ 4,5 bilh\u00f5es). De acordo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5083,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[131],"tags":[],"class_list":{"0":"post-5082","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-economia"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistavalorenegocios.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5082","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistavalorenegocios.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistavalorenegocios.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistavalorenegocios.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistavalorenegocios.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5082"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistavalorenegocios.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5082\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5084,"href":"https:\/\/revistavalorenegocios.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5082\/revisions\/5084"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistavalorenegocios.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5083"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistavalorenegocios.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5082"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistavalorenegocios.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5082"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistavalorenegocios.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5082"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}