{"id":5311,"date":"2026-03-04T08:56:46","date_gmt":"2026-03-04T11:56:46","guid":{"rendered":"https:\/\/revistavalorenegocios.com\/?p=5311"},"modified":"2026-03-04T08:56:58","modified_gmt":"2026-03-04T11:56:58","slug":"dolar-salta-a-r-526-e-bolsa-cai-3-com-escalada-no-oriente-medio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistavalorenegocios.com\/?p=5311","title":{"rendered":"D\u00f3lar salta a R$ 5,26, e Bolsa cai 3% com escalada no Oriente M\u00e9dio"},"content":{"rendered":"\n<p>Em mais um dia de tens\u00e3o mundial, o d\u00f3lar disparou quase 2% em meio ao agravamento do conflito no Oriente M\u00e9dio. A bolsa acompanhou o pessimismo e caiu mais de 3%, o maior recuo do ano, em meio \u00e0 busca global por ativos considerados mais seguros.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1680428&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1680428&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O d\u00f3lar comercial encerrou esta ter\u00e7a-feira (3) vendido a R$ 5,261, com alta de R$ 0,099 (+1,87%)<\/strong>. A cota\u00e7\u00e3o chegou a acelerar para R$ 5,34 por volta das 12h20, mas diminuiu o ritmo de alta durante a tarde.<\/p>\n\n\n\n<p>A moeda estadunidense est\u00e1 no maior n\u00edvel desde 26 de janeiro, quando estava em R$ 5,28.&nbsp;<strong>Em meio \u00e0 volatilidade, o Banco Central (BC) chegou a anunciar dois leil\u00f5es de linha (venda de d\u00f3lares com recompra meses depois), de US$ 2 bilh\u00f5es cada, mas cancelou a opera\u00e7\u00e3o minutos depois. Segundo o \u00f3rg\u00e3o, a divulga\u00e7\u00e3o ocorreu por engano, como parte de um teste interno.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No mercado de a\u00e7\u00f5es, a instabilidade marcou a sess\u00e3o.&nbsp;<strong>O \u00edndice Ibovespa, da B3, fechou o preg\u00e3o em queda de 3,27%, aos 183.104 pontos. Na m\u00ednima do dia, tocou 180.518 pontos, recuo de 4,64%.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quase todas as a\u00e7\u00f5es do \u00edndice ca\u00edram. A bolsa brasileira, que no \u00faltimo dia 24 fechou acima dos 191 mil pontos, em n\u00edvel recorde, atingiu o menor patamar desde 6 de fevereiro, quando estava em 182 mil pontos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Press\u00e3o global<\/h2>\n\n\n\n<p>O movimento foi impulsionado pela escalada do\u00a0conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Ir\u00e3, com reflexos tamb\u00e9m no L\u00edbano e em pa\u00edses do Golfo, como Ar\u00e1bia Saudita, Catar e Kuwait.<\/p>\n\n\n\n<p>O Ir\u00e3 anunciou o\u00a0fechamento do Estreito de Ormuz, rota estrat\u00e9gica por onde passa cerca de\u00a020% do petr\u00f3leo mundial. O Catar tamb\u00e9m suspendeu a produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural liquefeito, elevando o temor de desabastecimento global de energia.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o risco de interrup\u00e7\u00e3o na oferta, o petr\u00f3leo e o g\u00e1s dispararam.&nbsp;<strong>O barril do tipo Brent, usado nas negocia\u00e7\u00f5es internacionais, subiu mais de 4%, para US$ 81. No in\u00edcio da sess\u00e3o, valorizou-se 10%, mas a cota\u00e7\u00e3o desacelerou horas mais tarde. Na Europa, o g\u00e1s natural na Europa avan\u00e7ou 22% no dia. A alta das commodities energ\u00e9ticas aumenta a preocupa\u00e7\u00e3o com infla\u00e7\u00e3o global e desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O mau-humor foi generalizado no mercado global. Com a escalada do conflito, que tomou propor\u00e7\u00f5es regionais no Oriente M\u00e9dio, os investidores vendem a\u00e7\u00f5es e aplicam em ativos considerados mais est\u00e1veis, como o d\u00f3lar.<\/p>\n\n\n\n<p>As bolsas ca\u00edram no mundo todo:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\u00c1sia: T\u00f3quio (-3,1%) e Seul (-7,24%);<\/li>\n\n\n\n<li>Europa: quedas superiores a 3%;<\/li>\n\n\n\n<li>Estados Unidos: Dow Jones\u00a0(-0,83%), S&amp;P 500 (-0,9%) e Nasdaq Composite (-1,02%).<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>O \u00edndice DXY, que mede a for\u00e7a da moeda americana em rela\u00e7\u00e3o a outras divisas de economias avan\u00e7adas, subiu 0,66%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">PIB brasileiro<\/h2>\n\n\n\n<p>No cen\u00e1rio dom\u00e9stico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB)\u00a0brasileiro cresceu 2,3%\u00a0em 2025. Apesar da expans\u00e3o no acumulado do ano, a economia perdeu f\u00f4lego no fim de 2025, com alta de apenas 0,1% no quarto trimestre.<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;economia brasileira desacelerou em rela\u00e7\u00e3o a 2024, quando tinha crescido 3,4%. O dado ficou em linha com a expectativa do governo para o ano, mas refor\u00e7ou a percep\u00e7\u00e3o de desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Com o conflito no Oriente M\u00e9dio, o Banco Central pode cortar a Taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia) em apenas 0,25 ponto percentual na reuni\u00e3o deste m\u00eas, contra expectativa de redu\u00e7\u00e3o de 0,5 ponto at\u00e9 recentemente.<\/p>\n\n\n\n<p>Juros altos ajudam a segurar a cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar, mas prejudicam o crescimento da economia.<br><br>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em mais um dia de tens\u00e3o mundial, o d\u00f3lar disparou quase 2% em meio ao agravamento do conflito no Oriente M\u00e9dio. 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